terça-feira, 28 de maio de 2013

Minha #FanFic do Red Hot Chili Peppers

     

  “Era Tarde da noite e eu –como sempre- me encontrava no meu quarto, jogada na cama e sem nenhum pingo de sono. Estava imersa em pensamentos bobos, só imaginando como eu estaria feliz se no dia seguinte eu pudesse comparecer ao show do RHCP que aconteceria a noite em um dos vários clubes da cidade. Mas como sempre acontece quando pego para imaginar certas coisas “impossíveis”, acabei adormecendo.
       Na manhã seguinte como de costume, saí de casa cedo –um pouco antes do normal- para buscar os pães na padaria do “seu Zé”, que ficava há umas três quadras  do quarteirão onde fica minha casa. O dia por incrível que pareça, estava bonito, convidando-me, mesmo que involuntariamente para uma  dar uma ‘esticadinha’ na caminhada.
       Comprei o pão, peguei o troco em moedas –para o meu cofrinho- e decidi caminhar até o parque, afinal eu havia acordado mais cedo mesmo, ninguém notaria a minha falta –talvez a do pão- até o café.
       O parque da cidade é freqüentado por pessoas de diversas classes sociais, e de vários estilos, sempre que passo por lá presto atenção nas pessoas, não nelas em si, mas no modo com o qual elas se relacionam socialmente umas com as outras.
       Sentei em um banco mais afastado como costumo fazer –para observar os humanos em seu habitat natural- sem chamar atenção, quando me deparo com um papel dourado caído ao chão, olho para os lados e não avisto ninguém, pego o papel do chão, e ao ver um asterisco (*) vermelho na frente do papel fico tão atordoada que o solto e rapidamente me afasto. Olho novamente para os lados, e quase que sem pensar pego o papel do chão, coloco-o no bolso e saio em disparada rumo a minha casa.
       Ao chegar em casa, joguei a sacolinha de pães sobre a mesa, e subi para meu quarto como uma louca que estivesse tendo alucinações apocalípticas. Sentei no meio da cama, tirei o papelzinho dourado do bolso, coloquei-o com todo cuidado entre minhas pernas que estavam cruzadas  entre mim e a parede, e fiquei ali parada, olhando para ele e imaginando, “Como pode ser tão simples assim, o que me faria mais feliz?!”.
       Deixei o pequeno Cartãozinho sobre a cama, coloquei meu travesseiro por cima e corri para frente do PC, pesquisei em todos os veículos de comunicação imagináveis sobre um possível show do RHCP na minha cidade, mas como era um show privado, eles confirmavam, mas não divulgavam contatos, muito menos endereços possíveis de onde ocorreria o show.
    Apanhei o Cartãozinho e o guardei, como se estivesse escondendo ali no meu quarto vulnerável, todas as Esferas do Dragão. Sequei o suor frio do meu rosto com as mangas do moletom, e liguei para minha “Best”.
     Contei –inventei- a ela que eu estava afim de sair para esparecer um pouco, expliquei que eu queria estar sozinha para que eu pudesse entrar em sintonia com o meu “Eu Interior”, ela exitou dizendo eu devia era conversar mais com ela, blá, blá, blá... Mas depois de eu muito insistir ela acabou cedendo e concordando com o meu plano. “Nesta noite pediria meus pais para dormir na casa dela, mas não apareceria por lá.”
       Desliguei o celular e abri minha gaveta de meias para me certificar de quê o Cartãozinho Dourado ainda estava lá, admirei-o por um tempo, fechei a gaveta, arrumei a roupa que estava toda desalinhada no meu corpo magro e desci pra tomar café, pois ainda não passavam das 09:00hrs da manhã. Minha mãe estava lavando louça quando perguntei se podia dormir na casa da Nandy hoje, ela como sempre falou pra eu perguntar meu pai...
     Respirei fundo, voltei para o quarto e pensei... Ligo ou não ligo? Não cheguei a pensar nem duas vezes, peguei o fixo e liguei (tu, tu, tu, sua chamada está sendo encaminhada para caixa postal..) Quase tive um treco... Tentei duas vezes, na terceira meu pai atendeu... __ Oi?!
    __Oiiiee pai tudo bem?! (disse eu tentando parecer menos tensa) Aqui, posso dormir na casa da Nady hoje?!
     Ele exitou por alguns instantes, mas acabou deixando. Envolvida por uma chama de alegria tremenda, coloquei o telefone no gancho sem nem agradecer nem ao menos me despedir... Percebi o erro, e liguei  novamente, para agradecer com a desculpa de que o telefone havia dado bizil (ele engoliu  a desculpa).. xD
     Ao desligar olhei para o relógio, menos de oito horas para o horário do Cartãozinho, tinha que me virar e arrumar uma roupa apresentável, ao abrir o guarda-roupas e só me deparei com uma coisa BAGUNÇA!!! Nem me lembrava mais da última vez que havia feito faxina no meu cafofo. Só sei que tinha bastante tempo.
     Procurei de um lado, procurei do outro e nada de encontrar algo compatível com a ocasião. Foi então que do meio de minhas roupas caiu uma moeda... Lembrei-me que havia deixado de colocar o troco de hoje no cofre..
“O COFRE”
      Corri, peguei o cofre que estava muito pesado coloquei-o em minha mochila, e saí de fininho pela porta dos fundos.
     Saí em busca da loja mais ‘em conta’  que eu conhecia, as peças mais caras não passavam dos R$200,00 e isso eu sei que depois de dois anos juntando eu conseguiria pagar. Entrei na loja, peguei o primeiro coturno preto, n°38 e com Spykes que eu encontrei, procurei de todas as maneiras possíveis um vestido preto curto, mas não tinha, então optei por um vermelho que vinha com uma carteira da mesma cor e que poderia ser útil.
     Paguei a quantia que totalizou R$320,57 tudo em moedas e em notas de R$10.00, saí da loja sem meu cofrinho, mas com um embrulho um pouco grande demais...
     Olhei para o relógio da praça, faltavam  5:00 horas para a hora do Cartão Dourado, por incrível que pareça eu não estava nervosa, pois nem tinha certeza de nada, estava somente me agarrando há uma possibilidade e não temia ‘cair’...
     Cheguei em casa discretamente para não chamar atenção para as sacolas, subi para meu quarto e tranquei a porta, arranquei o moletom e fui experimentar as minhas novas aquisições, na real, já usei coisa melhor, mas era o que tinha pra hoje.
     Tirei o vestido e o coturno, sentei de calcinha e sutiã na beirada da cama e fui pensar no que fazer com o meu cabelo para essa noite, cachos rebeldes são muito complicados sabe? Pensei, pensei, e não consegui pensar em nada, optei por ir com ele solto e molhado mesmo. Olhei para o relógio, faltavam  4:00 horas .
     Dobrei o vestido e coloquei-o na mochila, corri para o banheiro e fui tomar um banho... Molhei o corpo, abaixei a cabeça, pensei no meu próximo passo enquanto ensaboava meu corpo miúdo, lavei o rosto, me enxagüei, me sequei e saí do banho decidida quanto ao meu próximo movimento.
     Vesti minha melhor langerie, uma camiseta podrinha, uma bermuda jeans bem larga, tênis estilo skatista como sempre... Amarrei meu cabelo bem em cima para não desmanchar os cachos , peguei a mochila com o vestido, coloquei o coturno dentro de uma sacola escura, peguei o Cartãozinho Dourado coloquei-o na carteira vermelha e coloquei-a na mochila também, olhei no relógio, faltavam 3 horas. Dei tchau para minha mãe, falei que ia pra casa da Nandy e saí.
     Corri para pegar o primeiro dos 3 ônibus que eu tinha que pegar para chegar ao endereço do Cartão Dourado.
     Lá estava eu, a doidinha da Rayssa com um vestido de festa na mochila, um coturno na sacola, um Cartão Dourado na carteira e uma vaga certeza no coração “hoje encontrarei a minha razão de viver.”
     Desci num ponto, peguei o outro ônibus logo em seguida, olhei de relance para o relógio, faltavam 2 horas, desci em outro ponto, peguei mais um ônibus, olhei para o relógio faltavam 1 hora, como as horas corriam não?! Chegando perto do endereço indicado no Cartão Dourado, dei sinal e parei, estava anoitecendo, quase dando 21 horas, me escondi por entre alguns arbustos e ali mesmo na rua do bairro mais nobre da cidade me troquei, escondi a mochila com minhas roupas, peguei a carteira e saí.
    Cheguei em frente ao clube “MIDNIGHT”, tirei da carteira o Cartãozinho Dourado e mostrei-o ao segurança.
     Foi quando ele me olhou e disse: __O camarim da banda é por aqui senhorita.
     Ele me acompanhou até uma enorme porta dourada como o Cartão, com um enorme asterisco vermelho como o do Cartão, minhas pernas tremeram e eu quase caí, me segurei na maçaneta da porta, foi quando redei-a e me deparei com o que sempre almejei, a companhia dos garotos do RED HOT...
     Sim, eu me sentei ali no chão onde eu me encontrava e comecei a chorar, um choro de esperança, baixo mas profundo, desesperado mas silencioso, foi quando eles disseram algo em inglês (nossa, claro né, é a língua deles, rs) o Anthony se abaixou até mim, me abraçou e sussurrou no meu ouvido “Nice to me too, my name is Anthony, dear don’t cry, GO, dance with me”.. Não domino muito bem o inglês mas depois que escutei  “dance comigo” meu mundo parou, eu não via nada além dos olhos do Anthony focados nos meus, senti meu corpo sendo embalado de um lado para o outro ao som de “Brendan’s Death Song”, meus olhos marejaram, mas eu sorria, nada mais importava, eu fiz sinal com a mão e Anthony abaixou seu ouvido até onde estavam meus lábios, eu simplesmente disse “I Love You”, e ele respondeu com a voz mais suave do mundo, no mesmo tom do meu coração “I Love You Too”, nossos lábios se aproximaram, nossos olhos se fecharam, meu corpo e o dele se tornaram um..
     No ápice do nosso doce e apaixonado beijo...
     Meu maldito despertador toca, avisando que estava na hora de eu levantar pra poder ir comprar pão...
.
.XD (Rayssa Gomes)

“Embora isso nunca tenha acontecido, nunca irei me esquecer do sonho que idealizei, talvez o que é mais provável, isso nunca venha a se realizar, mas o importante é que eu sonhei, e enquanto estava ali, naquele universo paralelo só eu e o Kiedis, eu vivi cada instante como se fosse o último, e senti cada toque como se fosse eterno em mim.”

Amo  Red Hot Chili Peppers Loucamente...


Nota: Te desafio á dizer quantas vezes a expressão “Cartão Dourado” foi usada na minha #FanFic, poste seu palpite nos comentários ok?!

Beijos, da Yssa >.<

(Rayssinha)

      

4 comentários:

Tatyana Silva disse...

adorei seu post amiga, seu blog esta cada dia melhor, contiinue assim *--*
garotaatrevida-01.blogspot.com.br

Renilson Bail disse...

Foram 5 vezes, Yssa...
E com relação à história, é interessante. Quando resolvi escrever “Curtis Flacker e o Ritual Secreto”, com minha amiga Ana Paula, descobri que eu era melhor pra falar da realidade.
E a tal realidade é gritante: o tal ‘inteligente’ está em extinção. Pois essa ‘burrificação’ do nosso povo é incoerente e triste. E a realidade é que eu vivi hoje. [Escrevi isso a 19:33 de sábado, no exato horário em a canção Castelo de Madeira acabava e eu ouvia o Fausto Silva falando, na TV que resmunga medíocre longe de mim, que estou no quarto e me recuso a ouvir sua hipocrisia... enfim, ele mentia algo sobre o Vinícius de Moraes e cultura brasileira...]
Não existe nada tão profundo, sincero, genial, real e impactante quanto essa tua frase que diz: “[...]antes de fechar a porta na cara da realidade”.
Não há nada tão certo quanto essa de que “absurdos continuam sendo absurdos mesmo com o passar do tempo’. É apenas isso que explica o motivo pelo qual as pessoas são tão hipócritas e mesquinhas.
E é verdade parte do que dizem sobre “qualquer mente que atualmente atua e mente”.
Obrigado pela ajuda, Yssa.

Yssa Gomes disse...

Ownnt amiga, obrigada pela visita ook minha Barbie s2

Yssa Gomes disse...

O que dizer sobre você Renilson.. Sou sua fã incontestável menino >.<

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