quarta-feira, 22 de maio de 2013

Século XIX




“Sensação de tristeza que invade todo meu ser, meu coração se entristece por não poder te ter. A vida ao invés de andar pra frente, fica retornando naquele maldito dia 10 de abril, dia estranho, dia sombrio que ronda agora todas as minhas menções de felicidade, cobre com sua sombra de maldade qualquer expectativa que eu ao menos pense em ter, só pra me deixar mal, só pra me fazer sofrer. Porque fez isso comigo? Eu não precisava ser iludida, tava bem, tava fingindo que tava feliz como sempre fiz... Mas não, você não se contentou, me persuadiu conseguiu que eu gostasse de você e agora amassa meus sonhos e joga-os no lixo como se fossem guardanapos usados para tirar marcas de batom da beira de um copo de cerveja gelada num barzinho de esquina qualquer. Não são detalhes demais, não são fatos corriqueiros banais, por mais normal que seja o ato de brincar com os sentimentos dos outros ultimamente, eu ainda não me acostumei com a hipocrisia das pessoas com baixa capacidade de se relacionar de forma saudável com as outras, eu ainda mesmo que lá no fundo da alma depois da última, ainda tenho fé, tenho esperança de que um dia as pessoas vão se arrepender de terem me feito chorar em vão e vão pedir desculpas sinceras e simples, sem pedidos de perdão apenas o ato que salva, apenas o arrependimento... Apenas lamento por não ter sido a pessoa que te fez pensar menos no teu próprio umbigo. Só peço a Deus que te tire deste abismo antes que eu ceda a tentação de te lançar lá de cima para dentro deste poço sem fundo de palavras nunca ditas que te afogam.”

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