terça-feira, 1 de maio de 2012

Quanto menos noção, mais do meu sz



"Amante de alma, alva, clara, impetuosa, cuidadosa, não sei, não mais vejo, não sinto bater, o tal coração que aconselhou-me a te amar.
Sei lá, como saberei se um dia me quis, como eu  quiseste fazer-te meu, seu, nosso... Não posso, não gosto, do sabor amargo do mel dos seus olhos se transformando em fel. 
Oh, vida, meu céu, desaba, acaba comigo, por sua culpa, ou melhor, minha culpa.
Estupidez aparente, que vem a minha mente, escuridão, ou talvez, a clareza ofuscada, mal amada, emparedada, brechas de paz, intercaladas entre, gritos e toques, que vêemente me seguem, com passos largos, e rasos, do mundo mais profundo, do sentimento, mais imundo pra mim.
Puro, duas vezes mais puro, quando levado ao pedestal da inconveniência, paciência, esperança, virtudes que se movem vagarosamente, mesmo sem dentes. 
E a fera que fere os membros responsáveis por minha caminhada, difere golpes contra minha armadura, enferrujada comprometida pela ação do tempo, o mesmo tempo que as vezes cura, e as vezes abre feridas a muito cicatrizadas, pelo sal presente nas lágrimas, que corroem milhões de rostos, muitas vezes sem motivos, outras vezes motivadas mais sem foco.
 Sem razão de ser assim.
Amor maldoso, impiedoso, mas confortante, caloroso, talvez tenha ligação com o inferno, ou somente seja um retrato mal feito do inverno decadente, que congela o meu coração, e habita sem emoção a minha mente.
Te amo. mas arde-me os olhos a sensação de amar-te".

Rayssa Gomes



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