terça-feira, 1 de maio de 2012

Morte de amor..



"Vejo minha carne, encobrir de piche o meu espírito, e se mostrar, cada vez mais forte.
Com seu cativante cheiro de terra, e seu ardente gosto de morte.
Sangue que jorra, de um coração não identificado, tatuado com uma caveira, apenas jogado ao acaso.

Ao fundo, uma música melancólica, embala as mãos desprotegidas que apertam os dois gumes, da espada da justiça.
Fazendo queimar-te os olhos, com o sal das lágrimas que nem são mais sentidas, apenas escorrem do olhar vazio daqueles que morrem, simbolizando as almas partidas.

A ignorância presente na face, daquele que ignora um real enlace, se vira contra seu idealizador, aquele que efetua com frieza tudo o que manda o seu tutor, criador..

Não sei, não pergunte a mim seus motivos, apenas morro... Desejaria, que aqui ele estivesse comigo, simplesmente para que eu pudesse dizer um " eu te amo ", enquanto me tratavas com a compaixão de um amigo.

Os anjos tocam minha primeira melodia, e tua última sinfonia, covardia, ou apenas proteção, não sei, pois não mais vivo, com os vivos, sem o meu coração.

Sem a minha razão, sem você, sem meu mundo, meu tudo, te amo o mais que posso, de um jeito, puro, humano e profundo".

Rayssa Gomes

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